2.6 e divagações

terça-feira, abril 19, 2016

É até estranho... Passar por cá. Está certo, afastei-me. Acho que o maior compromisso que eu tenho com este cafofo virtual é dar as caras por cá quando sentir que preciso, ou devo. Ou que simplesmente quero. Afastei-me por mais de dois meses, sim. O motivo, não tenho.

E é triste dizer-vos que em 2 meses e uns dias pouca coisa mudou na minha vida. É triste porque eu queria voltar aqui e contar mil e uma coisas novas e excitantes! Quem me dera que algo pelo qual eu anseio muito tivesse acontecido e desse aquele empurrão que eu precise já mas... ainda está em fila de espera. 
E, ah, quem me dera que não tivesse atingido a marca dos 26 anos.

Vinte e seis anos. Socorro? Sou sincera, a idade assusta-me mas estou aqui é para viver todos os anos que a vida me traz e permite aproveitar. Quando era pequena, tinha planos diferentes para os meus 26 anos. Com certeza envolviam uma casa, filhos e um casamento lindo e maravilhoso. As crianças são uma coisa maravilhosa na sua inocência, não é? Ok, existem muitas mulheres que mais novas do que eu já têm casa, filhos, casamento lindo e maravilhoso... mas, à medida que eu cresci, percebi que isso não me preenche de todo as medidas. Não para já. Ainda quero investir mais na minha formação (hello ideia de MBA em Administração!), encontrar o meu lugarzinho no mundo, ter o meu espaço e cuidar de mim. O ruim disso tudo é que tenho as minhas asas presas, no momento, não podendo voar e a ideia de um futuro incerto chega a ser corrosiva. De uma hora para a outra isto pode mudar, não é? Eu vivo na espera de que sim enquanto não posso libertar as minhas asas por motivos que não quero explanar aqui.
Mas o meu aniversário acabou por ser lindo. Senti-me muito mimada e há poucas coisas melhor do que isso, principalmente para uma pessoa que estava toda assustada com os "vinte e tantos" e detesta fazer aniversários. Eu não gosto nem que me cantem os parabéns, acreditam? Mas a festinha surpresa, os bolos, os risos e as conversas... fizeram com que fosse um dos melhores aniversários que tive. 

A combinar com os 26, disse adeus ao cabelo vermelho. Porque quis e porque estava cansada da manutenção da cor. E, pronto, vou ficar com o cabelo castanho au naturel até me dar a próxima panca porque eu sou tipo um camaleão. 

De resto, o meu trabalho infelizmente não mudou; continuo a ir ao ginásio porque já não sei viver sem, as quartas-feiras de noite são sempre dias de socializar e gosto muito. O amor continua no meu coração, ainda acho algumas pessoas estranhas e nutro muita admiração por outras. 
Enfim, a essência é a mesma...

... Pior do que eu na incerteza deste próximo ano de vida só a Dilma Rousseff. Que palhaçada está a acontecer no Brasil.

Saúde

Quem vos escreve sou eu, uma ex-sedentária

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Estou quase a fazer quatro meses desde que me inscrevi e passei a frequentar um ginásio. Nas primeiras semanas, ia todos os dias de manhã mas, à medida que o tempo foi passando, cheguei à conclusão que o meu corpo habitua-se melhor à actividade física durante a tarde e 3 a 4 vezes por semana. Quem sabe um dia ainda mudo isto e começo a ser assídua todos os dias na academia. Contudo, para quem praticava zero de actividade física, sou uma vencedora. As minhas avaliações têm sido bastante positivas, os centímetros vão diminuindo e a percentagem de gordura corporal, também. Mas o peso... esse continua a (quase) frustrar-me. Perdi 24/25kg em 10 meses e pouco de luta diária com a reeducação alimentar (que é algo totalmente diferente de dietas! Odeio dietas) e queria atingir a meta de -30kg num ano. Já sei que isso dificilmente vai acontecer mas, o importante, é não parar.

A minha respiração está bem melhor e canso-me menos. Tenho mais energia, mais força e melhor disposição. Ainda não posso dizer que sou ex-gorda (nem acho que um dia direi pois não me conheço de outro jeito) mas posso dizer, sim, que sou ex-sedentária. Praticar actividades de cardio e musculação requer força de vontade e muito, muito foco mas os benefícios são visíveis. Primeiro estranha-se mas depois entranha-se e se eu não vou ao ginásio nos dias que estipulo para ir, além de me bater um peso na consciência, fico a sentir-me de um jeito tal que preciso de fazer nem que seja umas flexões ou uns abdominais em casa para me fazer sentir que "cumpri o meu dever de hoje"... até porque o mau treino é só aquele que não é feito. 

Se podia fazer o treino em casa, exercícios em casa? Podia sim. Mas custa muito mais. A preguiça vence muitas mais vezes. Eu não me imagino a tirar 1h do meu tempo em casa - que já é pouco - para me concentrar em exercício físico por muito motivada que esteja. Correr ou caminhar de lá pra cá, de cá pra lá... não é o mesmo que estar numa esteira ou numa elíptica. Assim como pegar em kg de arroz não é o mesmo que pesos de 6kg em cada mão para fazer elevação de braços. E, não há nada que se compare com a leg press e os puxadores de frente e de trás. Então, sim, frequentar o ginásio tornou-se uma das melhores decisões que tomei o ano passado e uma das melhores que pretendo levar avante este ano. 

Cuidar de mim mesma é a melhor prova de amor próprio.