The Normal Heart

quinta-feira, agosto 28, 2014

The Normal Heart é um filme lançado pela estação televisiva HBO neste ano. Antes deste filme, contou em 2011 com uma peça para a broadway. É sob a direcção de Ryan Murphy e conta com um elenco muito bom: Julia Roberts, Mark Ruffalo, Matt Bomer, Jim Parsons, entre outros.

Por que razão estou a falar deste filme? Porque ele é fantástico. Numa época em que todos se preocupam em ver "A culpa é das estrelas" - atenção, eu ainda não vi o filme só que não suporto mais ouvir falar dele - se eu conseguir fazer alguém depois de ler este post ir ver o filme, mesmo que seja uma pessoa, eu vou sentir-me muito feliz.

O filme é passado no início da década de 80 aquando a notícia de um novo vírus que começou a surgir na comunidade gay nova-iorquina e é baseado na história de um grupo de activistas gay que se esforça para ser ouvido e em receber ajudas do governo e outras instituições para não ficarem desamparados à medida que o vírus se alastra e vai matando mais e mais dos seus amigos, tornando-se epidémico. Estamos a falar do vírus do HIV, ou SIDA conhecida em Portugal.

Sendo um vírus que se começou a espalhar na comunidade gay, o filme centra-se nas dificuldades deste grupo activista em ter o vírus reconhecido como uma doença e por políticas de saúde pública em relação a este. O filme demonstra bem o preconceito e a luta desta minoria em ter a sua voz escutada por todos; à semelhança do que acontece ainda hoje em dia em que as minorias precisam de lutar muito para serem, no mínimo, ouvidas. 

Mark Ruffalo interpreta um escritor activista, homossexual, que vê a necessidade de ver o flagelo da SIDA reconhecido. No caminho ele vive uma história de amor com Felix (Matt Bomer) que é de todo triste, muito triste. Felix contrai o HIV e, sem ajudas, sem o reconhecimento do governo, sem verbas para a pesquisa do vírus, a sua sentença de morte é assinada desde o momento em que o seu sistema imunitário começa a falir. Julia Roberts é a médica Emma, num papel surpreendente, que tenta ajudar a os doentes do HIV enquanto a doença não recebe ajudas dos sistemas de saúde mundiais.


Enfim, o filme é muito bom, dramático e leva o espectador a reflectir sobre uma parte da história mundial que muitas vezes não é contada e passa também despercebida por já não ser tão "na moda". Mas o vírus da SIDA continua aí e continua a matar pessoas.

Se forem ver o filme, usem os lencinhos. 

Post Scriptum: Não posso acreditar que em 2014 ainda tenha seguidores e/ou leitores preconceituosos, então se forem comentar algo indesejável e de todo dispensável não o façam. Agradeço desde já.

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1 comentários

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